Wednesday, May 31, 2006
Monday, May 29, 2006
Saturday, May 27, 2006
"The bug", by Plabo Neruda


De tus caderas a tus pies
quiero hacer un largo viaje.
Soy más pequeño que un insecto.
Voy por estas colinas,
son de color de avena,
tienen delgadas huellas
que sólo yo conozco,
centímetros quemados,
pálidas perspectivas.
Aquí hay una montaña.
¡Oh qué musgo gigante!
¡ Y un cráter, una rosa
de fuego humedecido!
Por las piernas desciendo
hilando una espiral
o durmiendo en el viaje
y llego a tus rodillas
de redonda dureza
como a las cimas duras
de un claro continente.
Hacia tus pies resbalo,
a las ocho aberturas,
de tus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
y de ellos el vacío
de la sábana blanca
caigo, buscando ciego
y hambriento tu contorno
de vasija quemante!
Pablo Neruda
Friday, May 26, 2006
Olhar
Caem estas gotas de solidão em meus dedos, nada há a temer, há o suor do passado que ressoa em mim, as liquefeitas recordações que bóiam na retina, os odores que ainda pairam na pele, os paladares de ósculos tragicamente reais.
Ah!, por que saborear os retratos do prazer para que depois se queimem os olhares no vazio glacial que envolve o esquecido?
Tuesday, May 23, 2006
Monday, May 22, 2006
Sunday, May 21, 2006
Saturday, May 20, 2006
Myself thinking about the time that has passed

Untitled
I’ve seen the clarity in the world
I’ve seen the darkness within me,
I’ve seen it all
But not the colour of your soul.
Travelling inside your sea,
I’ve seen our instants of love
And the tears-made heart above,
So I rage against the time,
Acid time of despair,
No more the touch of your hair
On my sad lips of lime...
To the one I...

Só no céu, meu amor,
Só no céu o tempo resiste
Às marés de dor
Que embatem no corpo
Esfolando a alma que insiste
Em ser porto
De abrigo para eternidade...
Só em instantes, pura verdade,
As palavras se agarram
À língua do coração
E ainda assim passam
Deixando a impressão
Dum eco corrompido
Pelo tempo agressivo...
Só um dia, amor meu,
Só um dia viverás
Para saber a cor do céu
E nesse instante morrerás
Agarrado ao que nunca foi teu...



















